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Histórias e cultura

Kingdom: premissa, ordem das temporadas e terror de época

Entenda a premissa de Kingdom, veja a ordem das duas temporadas e saiba por que a série combina política, zumbis e terror histórico.

Bruno Teles ·

Elenco de Kingdom em imagem promocional oficial da Netflix
Imagem promocional da série na ficha oficial da Netflix Brasil. Imagem promocional: Netflix.

Um príncipe tenta descobrir o que houve com o rei enquanto uma doença misteriosa se espalha. Em Kingdom, o horror não chega a um cenário neutro: já existe uma disputa de poder, e cada informação sobre a saúde do monarca pode alterar o equilíbrio da corte. É uma escolha para quem gosta de tensão histórica e terror na mesma história. A série usa uma ambientação de época, mas não deve ser lida como reconstituição de uma epidemia real.

Qual é a premissa de Kingdom?

A apresentação da Netflix Brasil fala de rumores sobre a doença do rei e de um príncipe herdeiro que pode ser a única esperança contra a epidemia. A ficha também inclui a obra entre as séries de terror e de época, com zumbis entre seus descritores. Assim, o elemento sobrenatural não é uma revelação que este guia precise esconder. O mistério está em como a ameaça afeta as pessoas e o poder, não apenas na existência dos mortos-vivos.

O príncipe Lee Chang procura respostas num ambiente em que outros personagens têm interesse em controlar o que se sabe. A luta pela sobrevivência e a disputa política se alimentam. Quem chega pela promessa de ação deve esperar também conversas, decisões e consequências institucionais. Quem chega por curiosidade histórica deve lembrar que a série combina invenção fantástica com elementos visuais inspirados em um período coreano.

Quem fez a série e quem está no elenco?

Ju Ji-hoon aparece como protagonista na ficha da Netflix, ao lado de Ryu Seung-ryong e Bae Doona. Kim Eun-hee, Kim Seong-hun e Park Inje são creditados na criação. Em entrevista ao Conselho de Cinema Coreano, Kim Eun-hee explicou que a ideia nasceu da leitura de registros da dinastia Joseon e da pergunta sobre o que a fome faz com uma sociedade. Ela associou os zumbis à fome e disse que queria abordar a responsabilidade política diante de uma crise. Essa intenção da roteirista ilumina a combinação entre epidemia e corte, mas não transforma a ficção em fonte sobre saúde pública ou história da Coreia.

Bae Doona em registro público de 2018
Bae Doona integra o elenco; o retrato de evento não mostra sua personagem. Foto: NewsInstar · Licença. Imagem redimensionada para publicação.

A capa vem da ficha oficial da Netflix e mostra o elenco em figurino da série. Já o retrato de Bae Doona e a foto arquitetônica no corpo são registros externos à produção: identificam a atriz e ajudam a visualizar um ambiente histórico, mas não são cenas de Kingdom nem comprovam uma locação. O trailer oficial permite observar a atmosfera que a distribuidora apresenta.

Qual é a ordem para assistir?

Comece pela primeira temporada de Kingdom e siga para a segunda. A página brasileira da Netflix consultada para este guia lista duas temporadas e permite selecionar episódios por bloco. Existe também um título relacionado, Kingdom: Ashin of the North, apresentado separadamente na plataforma. Para quem está entrando agora, a ordem de lançamento da série principal é a orientação mais simples e evita que material complementar antecipe o universo antes da hora.

Interior de um salão histórico coreano
Salão de palácio em foto arquitetônica; não é uma imagem da produção. Foto: Yuliya Boda / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0. Imagem redimensionada para publicação.

Não confunda “duas temporadas disponíveis” com notícia de uma terceira confirmada. Uma continuação exige anúncio datado de produtor ou distribuidor, não apenas uma página antiga que especula possibilidades. Nosso guia sobre temporadas e renovações mostra como fazer essa distinção. Já o texto sobre sageuk esclarece o uso da ambientação histórica em dramas coreanos.

É pesado para quem não costuma ver terror?

A ficha da Netflix Brasil usa os descritores “sangrento”, “violento”, “assustador” e “zumbis”, além da classificação A16. Isso é informação mais útil para decidir do que um elogio vago à série. Se imagens intensas não combinam com sua sessão, respeite esse limite; o fato de a produção ser de época não reduz a presença de horror.

Confira idiomas, classificação e disponibilidade no seu perfil antes de começar. O trailer abaixo inclui cenas promocionais de violência e ameaça. Você pode dispensá-lo e usar apenas a sinopse oficial. A proposta central já está clara: um reino tenta manter a ordem quando não consegue nem concordar sobre o estado do próprio rei.