O Outro Lado das Redes chega tarde, e o elenco segura o interesse no filme sobre o Facebook
O Outro Lado das Redes, drama de Aaron Sorkin sobre o Facebook, tem bom elenco, mas chega tarde. Veja o que a crítica aponta.

Quinze anos depois de A Rede Social, Aaron Sorkin volta ao Facebook com O Outro Lado das Redes. Segundo a crítica do Observatório do Cinema, o drama tenta mostrar as consequências do poder das grandes empresas de tecnologia. O problema é o momento: boa parte dessas críticas já é conhecida do público.
O filme chega quando boa parte da discussão já é conhecida. Para quem acompanhou o caso Facebook nos últimos anos, a história traz pouca novidade. Para quem não acompanhou, o elenco ajuda a prender a atenção.
O que O Outro Lado das Redes conta
A trama segue Frances Haugen, interpretada por Mikey Madison. Ela decide entregar milhares de documentos internos do Facebook ao jornalista Jeff Horwitz, vivido por Jeremy Allen White, do Wall Street Journal. Enquanto a investigação avança, Mark Zuckerberg, interpretado por Jeremy Strong, se prepara para encarar perguntas no Congresso americano sobre os efeitos da plataforma na sociedade.
Sorkin mantém a marca do seu trabalho: diálogos rápidos e discussões intensas. Mas, segundo o texto, esse ritmo não esconde a sensação de que a história perdeu parte da força.
Ficha rápida:
- Elenco principal: Mikey Madison, Jeremy Allen White, Jeremy Strong e Betty Gilpin.
- Quem conduz a história: Aaron Sorkin, com diálogos rápidos e tensos.
- Quando e onde assistir: a crítica não informa data nem plataforma; veja os canais oficiais do filme antes de procurar.
Quem se destaca no elenco
Mikey Madison é o principal motivo para assistir. Ela entrega uma Frances convincente, determinada, mas também marcada por inseguranças e contradições. Jeremy Strong chama atenção como um Zuckerberg preocupado em controlar a própria imagem diante das acusações.
O personagem, porém, tem um problema de encaixe. Zuckerberg parece pertencer a outro filme. Em vários momentos, as cenas dele têm pouca ligação com a investigação conduzida por Horwitz.
Jeremy Allen White cumpre bem seu papel. Betty Gilpin aparece pouco, como a chefe da redação do jornal em São Francisco, mas se destaca na participação curta.
Por que o atraso pesa na leitura
A Rede Social chegou aos cinemas em 2010. Quem viu aquele filme já conhece a relação da rede com seus críticos. Quando um assunto já é tão conhecido, uma dramatização precisa trazer um ângulo novo para ter peso.
Ainda segundo o Observatório do Cinema, o filme não consegue superar as limitações da própria história. O talento do elenco segura o interesse, mas não substitui a novidade.
No fim, o filme entrega o que o título promete: um drama com boas atuações sobre um tema que já passou por outras telas. Se a sua expectativa são os bastidores inéditos do caso, você vai sentir o peso do atraso. Quem vai pela atuação de Mikey Madison tem motivo para ver.
Fonte: Observatório do Cinema