Cinema

O Outro Lado das Redes: o novo filme de Sorkin sobre o Facebook chega tarde demais

O Outro Lado das Redes, de Aaron Sorkin, chega tarde demais segundo a crítica. Veja o que funciona no elenco e onde a história perde força.

Por Maria Heloisa Barbosa Borges · Publicado em · Edição: Bruno Teles

O Outro Lado das Redes: o novo filme de Sorkin sobre o Facebook chega tarde demais
Imagem: Divulgação/Observatório do Cinema. Imagem promocional: Divulgação/Observatório do Cinema.

O Outro Lado das Redes é o novo drama de Aaron Sorkin sobre o Facebook, quinze anos depois de A Rede Social, e a crítica do Observatório do Cinema conclui que o filme chega tarde para causar impacto. Por isso, vale entender o que a história conta, o que funciona e onde ela perde força antes de decidir se a sessão compensa.

O que O Outro Lado das Redes conta

A história acompanha Frances Haugen, vivida por Mikey Madison, uma funcionária que decide entregar milhares de documentos internos do Facebook ao jornalista Jeff Horwitz, do Wall Street Journal, interpretado por Jeremy Allen White. Enquanto a investigação avança, Mark Zuckerberg, vivido por Jeremy Strong, se prepara para responder a perguntas no Congresso americano sobre os efeitos da plataforma na sociedade.

A proposta é mostrar o que acontece quando o poder das grandes empresas de tecnologia encontra uma denúncia vinda de dentro. Só que boa parte desse enredo já é conhecida de quem acompanhou o caso pelo noticiário.

Por que o filme chega tarde

Segundo o Observatório do Cinema, o filme chega tarde demais. Boa parte das críticas que ele faz ao Facebook já é conhecida do público, e isso pesa numa história que depende de revelações. Quando o conteúdo já circulou nas manchetes, a tensão da investigação perde fôlego.

Para quem acompanhou o caso, a novidade é menor. Para quem não acompanhou, o filme funciona como porta de entrada, e o elenco ajuda nisso. Vale a pena assistir a um drama sobre um escândalo que você já viu nas notícias? A resposta passa pelas atuações.

O elenco segura a história

O roteiro de Sorkin aposta em diálogos rápidos e discussões intensas, marca conhecida do autor. Esse ritmo, porém, não esconde a sensação de que o filme conta uma história que já perdeu parte da força.

Mikey Madison convence como Frances, uma mulher determinada que também carrega insegurança e contradições. Jeremy Allen White cumpre bem o papel de Horwitz. Betty Gilpin aparece pouco, como a chefe da redação do jornal em São Francisco, mas chama atenção no pouco tempo que tem.

As cenas de Zuckerberg parecem de outro filme. Jeremy Strong mostra um empresário preocupado em controlar a própria imagem diante das acusações, mas o personagem fica deslocado. Em vários momentos, ele não tem ligação forte com a investigação de Horwitz.

Quadro de serviço: quem está no filme e o que esperar

  • Autor: Aaron Sorkin, que volta ao universo do Facebook quinze anos depois de A Rede Social.
  • Elenco principal: Mikey Madison, Jeremy Allen White e Jeremy Strong. Betty Gilpin tem participação menor.
  • Tema: documentos internos do Facebook e as audiências no Congresso americano.
  • Onde assistir e quando: a crítica não informa data de estreia nem plataforma, então confirme antes de planejar a sessão.

No fim, o filme chega tarde e não traz revelações novas, mas o elenco dá motivo para ver. Mikey Madison sustenta a investigação mesmo quando o roteiro perde fôlego.

Fonte: Observatório do Cinema