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Anime da Ghibli opõe humanos e deuses da floresta; entenda por que ninguém é só vilão

Ashitaka é um jovem guerreiro que recebe uma maldição ao defender sua aldeia, e a busca por uma cura o leva a uma guerra entre humanos e deuses da floresta.

Por · Publicado em · Edição: Maria Heloisa Barbosa Borges

Anime da Ghibli opõe humanos e deuses da floresta; entenda por que ninguém é só vilão
Imagem de divulgação ligada à pauta. Foto: Reprodução/comicbook.com. Imagem promocional: Reprodução/comicbook.com.

Ashitaka é um jovem guerreiro que recebe uma maldição ao defender sua aldeia, e a busca por uma cura o leva a uma guerra entre humanos e deuses da floresta. É o ponto de partida de Princesa Mononoke, clássico do Studio Ghibli dirigido por Hayao Miyazaki, lançado em 1997 e listado entre os filmes de anime do catálogo brasileiro da Netflix.

A pergunta que o filme faz não é quem está certo, e sim como duas formas de viver podem disputar o mesmo território sem que nenhuma seja só vilã.

A disputa ambiental no centro da história

No filme, uma comunidade de ferreiros, a Cidade do Ferro, retira minério e derruba árvores para produzir armas e sustentar a vida de quem mora ali. A líder, Lady Eboshi, defende essa cidade e as pessoas que ela acolhe, incluindo ex-doentes e pessoas excluídas pela sociedade. Do outro lado, os deuses animais da floresta defendem o território que os humanos estão destruindo.

Entre os dois lados estão Ashitaka e San, a jovem criada pelos lobos que luta ao lado dos espíritos. Ele tenta evitar o confronto, e ela acredita que só a guerra pode proteger a mata.

Reprodução/imfdb.org. Fonte

Os personagens e as forças em conflito

Ashitaka carrega a maldição, que vem de um deus javali enlouquecido por uma bala de ferro. Em vez de culpar um único inimigo, ele procura entender de onde vem o ódio. San, conhecida como a princesa Mononoke, é criada pela loba Moro e se vê como parte da floresta, não da humanidade.

Nenhum dos grupos é totalmente mau: Eboshi protege quem foi rejeitado, e a floresta reage a uma destruição real. É essa ambiguidade que faz o filme funcionar tanto para o público jovem quanto para o adulto.

O que o filme mostra de diferente no anime

Princesa Mononoke mistura fantasia e conflito histórico, ambientado em um Japão antigo. A animação é feita à mão, e a floresta tem espíritos, animais gigantes e criaturas silenciosas, como os kodama. O ritmo é mais sério que o de outros filmes do estúdio, com cenas de combate e consequências para os personagens.

Reprodução/images-s.kinorium.com. Fonte

O que ver depois

Para comparar com outros animes de longa duração, o texto sobre a segunda temporada de Black Clover na Crunchyroll traz uma aventura de magia, e o de Aoashi mostra um anime de esporte. O guia de como pesquisar doramas coreanos na Netflix Brasil ajuda a filtrar o catálogo por gênero.

Procure Princesa Mononoke na Netflix e escolha o áudio de sua preferência: o filme é um título único, com cerca de duas horas.

Fonte: netflix.com

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