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Histórias e cultura

Typhoon Family: Lee Jun-ho herda uma empresa falida na crise de 1997 em 16 episódios

Lee Jun-ho e Kim Min-ha em Typhoon Family: a trading em crise de 1997, o elenco, os 16 episódios, a classificação A12, o áudio e o Top 10 no Brasil.

Bruno Teles ·

Lee Jun-ho, de jaqueta de couro e com um buquê de flores cor-de-rosa, apoia o queixo no ombro de Kim Min-ha, de casaco escuro e braços cruzados, numa calçada
Kang Tae-poong e Oh Mi-seon em foto de cena divulgada pela tvN. Imagem promocional: tvN/Divulgação.

Em Typhoon Family, Lee Jun-ho vive Kang Tae-poong, um jovem rico e despreocupado que precisa assumir a empresa do pai, uma trading à beira da falência, em plena crise financeira de 1997 na Coreia do Sul. O drama tem 16 episódios, está completo na Netflix Brasil, tem áudio em português e classificação A12.

O título coreano, 태풍상사 (Taepung Sangsa), é o nome da empresa, que a ficha brasileira chama de Typhoon Trading Co.; Tae-poong, o nome do protagonista, quer dizer tufão em coreano. O que segue apresenta o ponto de partida da história, sem revelar se a trading sobrevive à crise.

Do Orange Tribe de Apgujeong à mesa de chefe de uma trading em apuros

Segundo o anúncio da Netflix sobre a estreia, Tae-poong fazia parte do chamado Orange Tribe de Apgujeong, bairro de Seul: jovens abastados dos anos 1990, conhecidos pela moda chamativa e pela vida sem preocupação. O mundo dele vira do avesso quando, sem esperar, ele se torna presidente de uma trading, empresa de comércio, que está afundando, e precisa trocar o luxo pela responsabilidade.

À noite, numa rua com letreiros, um repórter estende um microfone a um jovem enquanto Lee Jun-ho, de jaqueta de couro preta e camisa branca, posa com amigos de roupas coloridas
Tae-poong e os amigos de Apgujeong, em foto de cena divulgada pela tvN. Imagem promocional: tvN/Divulgação.

A sinopse do primeiro episódio na ficha brasileira de Typhoon Family mostra o personagem antes da virada: decepcionando o pai, ele leva uma vida dupla, entre noites inconsequentes e a tranquilidade da jardinagem, até receber notícias inesperadas. O trailer resume o arco em uma cartela: "de rebelde de Gangnam a chefe".

Oh Mi-seon, a funcionária que sustenta a família e aposta na carreira

Kim Min-ha, conhecida pela série Pachinko, interpreta Oh Mi-seon. A Netflix a descreve como a típica filha mais velha: carrega as necessidades da família nas costas enquanto tenta crescer na carreira num ambiente dominado por homens. Nas cartelas do trailer brasileiro, ela é apresentada como contadora "exemplar" e "minuciosa", o oposto do chefe novato que acaba de chegar. Kim Min-seok aparece em terceiro na lista de elenco da ficha, seguido de Kwon Han-sol, Lee Chang-hoon e Kim Jae-hwa.

Kim Min-ha como Oh Mi-seon, de cardigã azul e gola bordada, sentada a uma mesa de escritório com papéis empilhados ao fundo
Kim Min-ha como Oh Mi-seon no escritório, em foto de cena divulgada pela tvN. Imagem promocional: tvN/Divulgação.

Para Lee Jun-ho, é o retorno à Netflix depois de King the Land, lembrado pelo próprio ator no comunicado. No Brasil, essa série se chama Sorriso Real. Pouco mais de dois meses depois da estreia de Typhoon Family, o ator voltaria à plataforma com Cashero, a série do herói que paga para usar os poderes. A ficha brasileira credita a criação a Lee Na-jeong, Kim Dong-hwee e Jang Hyun.

A crise do FMI de 1997 e o erro de data na sinopse brasileira

A história se passa durante a crise financeira asiática que atingiu a Coreia do Sul em 1997, que os coreanos chamam de crise do FMI, em referência ao socorro do Fundo Monetário Internacional. O trailer da Netflix Brasil abre com a cartela "1997, crise do FMI" e passa pela empresa falida, pela pergunta "Meu filho, estamos realmente pobres?" e pela promessa "Vou fazer de tudo pela empresa". As etiquetas da ficha completam o tom: encantador, nostálgico, comovente e ambiente de trabalho.

Um detalhe para quem lê a ficha com atenção: a sinopse geral da série na Netflix Brasil fala em "crise financeira de 1977". O comunicado da Netflix, a descrição do trailer publicado pela própria Netflix Brasil e o site da emissora tvN situam a história em 1997, e é essa a data correta. Quem quiser outro retrato da Coreia de décadas passadas pode ler o guia de Responde 1988, ambientada quase dez anos antes.

Dezesseis episódios, dois por fim de semana, quase 19 horas no total

Na Coreia, a série foi exibida pela tvN aos sábados e domingos, às 21h10, a partir de 11 de outubro de 2025, como mostram os cartazes da página oficial da emissora; no horário de Brasília, isso corresponde a 9h10 da manhã. Na Netflix, a estreia foi no mesmo 11 de outubro, e o arquivo do Top 10 registra a duração disponível subindo cerca de duas horas por semana, de 4,88 para 7,08, 9,25 e 11,37 horas, sinal de lançamento semanal. O guia de estreias e episódios semanais explica esse formato.

O relatório What We Watched do primeiro semestre de 2026 dá 18 horas e 53 minutos para os 16 capítulos. A ficha pública mostra só os dez primeiros, de 1 hora e 2 minutos a 1 hora e 19 minutos, que somam 680 minutos; pela diferença, os seis últimos ocupam cerca de 7 horas e 33 minutos. O áudio inclui português, coreano original, coreano com audiodescrição e espanhol latino-americano, e o português também está nas legendas. Para escolher a versão, veja as diferenças entre dublado e legendado.

Duas semanas no Top 10 brasileiro e quatro no ranking global

Nos dados do Top 10 semanal da Netflix no Brasil, Typhoon Family aparece em 8º lugar na semana de 13 a 19 de outubro de 2025 e em 9º na de 20 a 26 de outubro. No ranking global de séries em língua não inglesa, ficou quatro semanas seguidas, do 5º ao 9º lugar, com o maior número de visualizações, 2,3 milhões, logo na primeira dessas semanas.

A série continuou sendo vista depois do fim da exibição: entre janeiro e junho de 2026, o relatório da Netflix registra 22,5 milhões de horas e 1,2 milhão de visualizações. A ficha classifica a obra como minissérie, sem indicação de segunda temporada. Colocação no ranking mostra quanto a série foi assistida naquela semana, e não se ela é boa; o guia sobre como interpretar o Top 10 da Netflix detalha a diferença.