Ganggangsullae reúne dezenas de moças de mãos dadas na lua cheia do Chuseok, diz a Unesco
Ganggangsullae o que é: a dança de roda das moças coreanas na lua cheia do Chuseok, como ela funciona e por que a Unesco a reconheceu em 2009.

O ganggangsullae é uma dança de roda que as mulheres da Coreia do Sul fazem sobretudo na festa do Chuseok, a colheita do oitavo mês do calendário lunar. Dezenas de jovens solteiras da aldeia se dão as mãos e dançam a noite inteira sob a lua cheia. Em 2009, a Unesco pôs a prática na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.
O que é o ganggangsullae
O nome vem do refrão que volta depois de cada verso. Ninguém sabe ao certo o que a palavra significa. A página oficial da Unesco descreve a dança como um ritual de colheita e fertilidade, popular no sudoeste do país. Ela acontece sobretudo no Chuseok, que os próprios registros tratam como dia de ação de graças.
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Como a roda funciona
Uma cantora puxa a música. O grupo responde, sempre de mãos dadas, girando em volta dela. A Unesco também registrou o pansori, outro canto coreano, que leva um tambor para acompanhar a voz.
Nos intervalos, as mulheres fazem pantomimas da vida no campo e na pesca. Elas imitam pisar nas telhas, desenrolar uma esteira, pegar um rato e amarrar arenques. Cada cena é uma brincadeira de corpo inteiro. O grupo todo entra nela.
Segundo a página oficial do órgão de patrimônio da Coreia do Sul, a brincadeira começa quando a lua nasce, no início da noite. Segue até ela se pôr. A música tem três andamentos, do mais lento ao mais rápido. Os passos mudam conforme ela acelera.
Por que a roda era uma exceção
Antes, as moças da zona rural não podiam cantar em voz alta nem sair à noite. A regra valia quase o ano todo. A exceção era o Chuseok. Foi nessa festa que a roda ganhou espaço, e a página oficial diz que as grandes apresentações aconteciam na noite do Chuseok, no oitavo mês lunar.
Outra tradição reconhecida pela Unesco, as mergulhadoras de Jeju, é um ofício de mulheres que trabalham em grupo.
Como a Coreia guarda a prática hoje
A Coreia do Sul declarou o ganggangsullae patrimônio cultural imaterial nacional em 1966. Hoje, quem mais mantém a dança são mulheres de meia-idade que moram nas cidades. A roda também chegou às aulas de música das escolas primárias. Em todo o país, ela é apresentada como arte popular.
Segundo a Unesco, os passos são fáceis de aprender e a prática ajuda a criar harmonia, igualdade e amizade entre as dançarinas. Quem quiser experimentar não precisa de treino longo. As melodias e os movimentos se aprendem rápido. Por isso a roda funciona bem em aulas, como as das escolas primárias coreanas.
Fonte: ich.unesco.org
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