Caligrafia chinesa tem cinco estilos e já foi pintada em paredes rochosas de falésias
A caligrafia chinesa tem cinco estilos: selo, oficial, cursivo, corrido e regular. Veja o que a Unesco registrou em 2009 e onde a escrita aparece.

A caligrafia chinesa tem cinco estilos de escrita: selo, oficial, cursivo, corrido e regular. A Unesco incluiu a prática na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2009, na sessão 4.COM.
No registro em inglês, os nomes aparecem como seal, official, cursive, running e regular. Os pincéis usam esses cinco estilos para escrever desde cartas simples até textos literários.
Mais que uma forma de escrever
A caligrafia sempre foi mais que um meio de comunicação. Quem escreve com pincel também busca a beleza da forma, e é esse lado artístico que mantém a prática valorizada num tempo de canetas esferográficas e computadores.
Para a Unesco, ela também ajuda a ensinar a cultura tradicional. Oferece um canal para apreciar a herança chinesa e para a educação artística. Além disso, é motivo de orgulho e prazer para o povo chinês.
Reprodução/unesco.org. Fonte
Quem pratica hoje
Antes, a caligrafia era a ferramenta básica de intelectuais e autoridades. Hoje ela pertence a artesãos profissionais e a amadores entusiasmados. Você pode aprender com um mestre, como sempre foi, mas a escola também ensina a prática.
Ela aparece em cerimônias que marcam festas nacionais e rituais religiosos. Ou seja, não é um hobby isolado. Circula por celebrações públicas e momentos da vida das pessoas.
Onde a escrita aparece
Os pincéis aplicam tinta em quase qualquer superfície, inclusive nas paredes rochosas de falésias. Mas o mais comum é encontrá-la em cartas, pergaminhos, obras literárias e leques.
A caligrafia também influenciou a arte moderna, a arquitetura e o design. Isso mostra que a escrita chinesa vai além do papel.
Para quem assiste dorama, saber que existem cinco estilos ajuda a entender por que a letra muda de um objeto para outro na tela. Letreiros e cartas em produções chinesas podem seguir qualquer um deles.
O que vale checar
A data de 2009 e a sessão 4.COM vêm do registro oficial da Unesco. Antes de citar em trabalhos, veja a página da organização.
Na mesma linha de patrimônio imaterial, a Unesco também reconhece o pansori, canto coreano com tambor, e práticas do dia a dia como a washoku, a comida tradicional japonesa.
Se a dúvida for a data, o registro traz o ano de 2009 e a sessão em que a caligrafia entrou na lista. É o dado que você pode repetir com segurança.
Fonte: ich.unesco.org
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