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Hanbok perdeu espaço no dia a dia coreano, mas ainda aparece em Seollal e casamentos

O hanbok tradicional coreano virou patrimônio cultural imaterial em 2022. Veja por que ele segue nas festas, casamentos e rituais de família.

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Hanbok perdeu espaço no dia a dia coreano, mas ainda aparece em Seollal e casamentos
Imagem de divulgação ligada à pauta. Foto: IssamBarhoumi/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Imagem promocional: IssamBarhoumi/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).

Os coreanos ainda usam o hanbok em festas e cerimônias porque vestir a roupa virou um jeito de mostrar respeito e cuidado com a família. Em julho de 2022, a Administração do Patrimônio Cultural da Coreia reconheceu esse costume como Patrimônio Cultural Imaterial Nacional. O nome oficial é hanbok saenghwal, algo como "o estilo de vida com o hanbok". Ele vai além da roupa e abrange fazer, usar e aproveitar o traje.

O que é o hanbok, afinal

O traje tem uma parte de cima, o jeogori, e uma saia, o chima, ou uma calça, o baji. Uma fita, o otgoreum, prende a blusa na frente. É essa fita que completa o visual característico.

De Goguryeo à Dinastia Joseon

O uso é antigo. Murais de tumbas do Reino de Goguryeo, que existiu entre 37 a.C. e 668 d.C., e registros históricos chineses mostram o traje. Durante o período dos Três Reinos, entre 57 a.C. e 668 d.C., a estrutura de duas peças, uma em cima e outra embaixo, ficou definida. Já na Dinastia Joseon (1392 a 1910) surgiu o protótipo das roupas do dia a dia coreano.

Reprodução/assets.vogue.com. Fonte

Por que o nome "hanbok" surgiu

Ninguém sabe ao certo quando nem quem usou o termo pela primeira vez. Acredita-se que ele tenha surgido depois de 1876, quando a Coreia abriu seus portos e a cultura ocidental começou a chegar. Naquele momento, era preciso separar a roupa nacional da estrangeira.

Por que o costume sobreviveu nas datas especiais

O uso no cotidiano caiu bastante, mas o hábito de vestir o traje em ocasiões importantes continuou. Ele aparece no Seollal, o Ano-Novo lunar, no Chuseok, conhecido como o Ação de Graças coreano, em casamentos e em rituais de ancestrais.

Para a administração, o traje é um costume de cortesia. Quem usa o hanbok nessas datas deseja boa saúde e bem-estar para cada membro da família, e é isso que dá valor a ele. Na prática, o hanbok ficou ligado a datas que pedem formalidade e gestos de respeito.

Por que o nome mudou antes do reconhecimento

Em março, a administração chegou a considerar o nome "Hanbok wearing", algo como "usar o hanbok". Depois trocou por hanbok saenghwal, porque a primeira opção podia levar as pessoas a achar que o item tratava só de vestir a roupa, e não de toda a prática em volta dela. Escolher o termo certo importa. Títulos de doramas também mudam quando chegam a outros países, como mostra o caso dos títulos no Brasil.

Nem todo patrimônio tem um dono

A administração não reconhece um indivíduo ou grupo como transmissor do hanbok saenghwal. O motivo é que o costume é praticado por todos os coreanos da península. A mesma lógica vale para outros 14 itens sem transmissor reconhecido, como o arirang, a canção folclórica, e o ondol, o sistema de aquecimento do piso.

O que isso muda para quem assiste doramas

Quando um dorama mostra o hanbok em uma festa ou cerimônia, a roupa não é só figurino. Ela segue um costume vivo, com etiqueta própria e ocasiões certas para usar. Quem prefere a ficção pode começar pelo dorama My Love from Hanbok University, que coloca o traje no próprio nome. Quem quiser ler a decisão oficial pode abrir a notícia publicada pelo Korea.net em 21 de julho de 2022.

Fonte: korea.net

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